Gente, fui parar no PS Vet ontem à noite.
Assustei um pouquinho, claro, porque isso nunca tinha acontecido com minha Pink.
Ela estava aparentemente normal, fomos na tia Jul, brincamos, passeamos, nada demais.
Voltamos prá casa, até liguei pra minha mãe quando cheguei e a Pink chorava na cozinha... Imaginei que ela pedia a sopinha de frango e legumes que minha mãe fez e eu trouxe prá Pink comer. Comentei, inclusive no telefone pra ela.
Fui jantar, coloquei a sopinha da Pink e ela não quis.
Me causou estranheza ela não pedir minha comida, enquanto eu jantava. Até aí, estranhei mas não seria nada demais. De repente ela não tinha fome. Aliás, tem dia que ela come, tem dia que não!
Ela se deitou longe de mim (no sofá dela), não dormiu, mas ficou lá deitadinha.
Depois de uma hora e meia mais ou menos horas fui tomar banho. Quando saí do chuveiro, normalmente a Pink vem me receber, feliz da vida... mas não veio. Encontrei ela deitadinha na minha cama... quietinha. Segunda coisa estranha.
Bom, coloquei meu pijama, peguei meu creme e ela nada! Nem se mexia, não veio me cheirar, não veio olhar o creme como sempre faz... nada!
Peguei ela no colo, fui prá sala, coloquei ela no sofá, ela mudou de lugar e foi se deitar longe, no sofazinho dela. Depois de uns 5 minutos foi fazer cocô mas não conseguiu. Tentou, tentou, tentou e finalmente fez uma água (água mesmo!) com um pouquinho de sangue. Pronto! Fiquei preocupada.
Juntou ela não querer comer no segundo dia consecutivo, não me pediu minha comida, não mexeu nas minhas coisas, não quis brincar (porque em algum momento eu ofereci uma garrafinha pet, que ela adora, mas ela tb não quis)... liguei pra Dra. Melissa na hora... ela está viajando e prá onde ela foi o celular não pega! Urgh!
Tentei conseguir o fone do sócio dela lá na clínica... nada!
Fiz as coisas corriqueiras: dei chazinho prá acalmar a dor de barriga, fiz massagem, nada levantava ela.
Interfonei prá uma amiga aqui no prédio, que tem gatos e cães, prá pegar o fone do vet dela mas ela não estava... Nada estava dando certo.
Resolvi observar mais um pouquinho a Pink, antes de tomar alguma outra decisão.
Depois de uns minutos ela começou a respirar rápido, ter espasmos na parte de baixo do corpo, olhava pra qualquer lugar e abanava o rabinho (parecia que via alguém, sabe?), aí pensei: agora nós vamos pro PS. Coloquei uma roupa e fui.
Lá o atendimento foi rápido. Ela realmente tinha febre alta (o vet me disse que ela poderia, inclusive, estar delirando um pouco e por isso abanava o rabo do nada), tremia muito, fez o cocô de água com sangue de novo (e foi lá então deu pro veterinário ver)... fez alguns exames, tomou medicamento prá baixar a febre e agora vamos fazer um tratamento de 5 dias pois o médico encontrou um cortinho na saída do intestino (provavelmente algum pedaço de brinquedo que ela engoliu e fez o cortinho na hora de sair). Deve ter dado alguma pequena infecção e por isso deu febre. O sangue, como era pouco, devia ser do próprio corte. Enfim, nada grave (graças a Deus) mas preciso ficar atenta.
Passei a noite de prontidão porque a Pink quer ficar colada comigo. Comecei o tratamento ontem mesmo prá ter resultado mais rápido.
Hoje, apesar de caidinha, está melhor. Ela só quer ficar no meu colo mas nada melhor que ainda estar de férias prá ficar colada com meu amorzinho e dar toda a atenção que ela precisa.
É claro que onde tem muito cães e gatos sempre acontecem coisas engraçadas, mesmo eles estando ali porque estão ruinzinhos.
Tinha um poodle chamado nenê de uns 4kg que estava com uma glândula salivar entupida. Eu estava sentada na sala de espera bem na frente do consultório onde ele foi atendido. Eu não sei quais eram os sintomas, já que não pode ouvir tudo o que diziam mas dava prá ver. O cachorro era pequenininho. Em cada sala de atendimento tinha um veterinário e um auxiliar, como se fosse um enfermeiro. O tal auxiliar pegou o nenê no colo e começou a afagar o cãozinho. Ele olhava a mão do cara e mostrava os dentes, com uma raiva que estava engraçada. O rapaz nem estava ligando... às vezes ele afagava com uma mão e segurava a cabeça do nenê com a outra, evitando uma mordida porque o cachorrinha tinha uma raiva...
Ela arregalou o olho, franzia o focinho, mostrava os dentes, rosnava e o rapaz ali, na boa!
Na hora de dar o medicamento, nada fazia o cachorro parar porque além destas atitudes de querer morder ele ainda queria sair correndo então patinava em cima da mesa de atendimento do veterinário.
Nessa hora ele estava de costas prá mim então eu não via a carinha dele. De repente ele foi virado e tinha, enrolado na boca, uma gaze feita um laço, prá evitar que o cão mordesse as pessoas... Estava muito engraçado porque o laço era maior que a cabeça dele.
Depois acabou indo embora, mas de canto de olho ele olhava o auxiliar e rosnava tipo "vem cá vem, que te mordo!"